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12 de abr. de 2016

Comércio internacional de moda praia: conquistas e desafios para o Brasil

(Beatriz Teixeira)

O clima tropical que garante altas temperaturas e sol na maior parte do território brasileiro o ano todo, associado a um extenso litoral detentor de praias internacionalmente famosas e que ilustram cartões postais, criam o marketing perfeito para as marcas brasileiras exportadoras de moda de praia. Porém, uma série de outros fatores consolidam o sucesso dos biquínis, maiôs e cangas brasileiros: corte e modelagem aperfeiçoados; designs inovadores; as estampas que carregam cores vivas que remetem à fauna e a flora brasileiras; a presença de detalhes artesanais e a qualidade dos tecidos das peças.

As marcas brasileiras exportam para um grande número de países, cada país possui características culturais diferentes e preferências por certas modelagens, por isso as marcas precisam se adequar ao gosto dos clientes internacionais sem perder sua essência. Alguns dos países consumidores da moda Brasil são Portugal, Espanha, Itália, Japão, França, EUA e até mesmo alguns países da Liga Árabe, com destaque para os Emirados Árabes e o Líbano.

O país que mais demanda os produtos de moda praia do Brasil são os EUA, que é inclusive de onde se obtém o maior retorno lucrativo. Entretanto, enfrentamos também forte concorrência dos produtos mexicanos, que têm apelo cultural, qualidade e não são sobretaxados na importação, como ocorre com os produtos brasileiros, já que o México integra a NAFTA (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio).

Outro grande desafio são os subsídios chineses, que muitas vezes são ilegais ou passíveis de questionamento, conforme diz o diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, “A empresa brasileira não enfrenta apenas os concorrentes internacionais. Enfrenta, por exemplo, o Estado chinês, com subsídios considerados ilegais ou passíveis de questionamento na OMC. Também existem questões que dizem respeito somente a nós, como infraestrutura, burocracia e carga tributária”.

O mercado brasileiro de moda praia tem grande potencial para continuar crescendo, todavia é preciso que o país adote medidas para facilitar os processos de manufatura e exportação. O produto pode chegar ao ponto de venda valendo aproximadamente 13 vezes do seu valor original, o que faz com que haja uma redução de custos no processo de confecção e prejudique empresas menores. O âmbito internacional é muito competitivo e para que o Brasil possa ganhar mais destaque nessa área do ramo têxtil, é essencial que existam mudanças nas estruturas internas do país.

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